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Série MMM Retrospectiva: a decoração nas décadas passadas

Década de 90

Os anos 90 parecem estar logo ali, fresquinhos em nossa memória, lembranças de um passado recente. Também temos a sensação de que ele é o que mais se aproxima da decoração que podemos ver, atualmente, com suas características presentes em diversos lares. Entretanto, por mais recente que a década de 90 pareça ser, existem vários movimentos e tendências específicos da época que não se lembramos com clareza. Você sabe dizer quais são? Então, vamos lá!

É na década de 90 que profissionais da decoração conseguem se juntar para transformar este gosto comum em um verdadeiro negócio que gerava retorno. O profissional de decoração passou a ser valorizado e cada vez mais consultado para interferir nas composições das casas. Outra marca fortíssima dos anos 90 é o minimalismo, movimento que priorizava as formas simples e cores neutras.

Os objetos e a arquitetura, no minimalismo, visavam a uma redução visual de adereços e detalhes desnecessários em produtos e fachadas de casas e prédios. Muitas vezes, essa tendência ficou conhecida por valorizar a estética em detrimento do conforto. Os lofts também ganharam maior espaço, no Brasil e no mundo, reduzindo o tamanho e as divisórias das casas.

Nomes como Phillipe Starck e Norman Foster recebem destaque e prestígio, com peças icônicas que se tornaram objetos desejadíssimos da época. Como exemplo a luminária Miss Sissi de Starck, uma marca do minimalismo:

A madeira predominante nos ambientes é o pau-marfim, tanto no mobiliário quanto no piso, clareando as composições. O mix de estilos também é forte: peças de diversas tendências e proveniências diferentes são mantidas em um mesmo cômodo em plena harmonia.

A preocupação com o meio ambiente e culturas sustentáveis começa tímida na década de 90, ganhando mais força na transição 90-2000. Os Irmãos Campana se destacam no Brasil e no exterior com seus móveis e produtos explorando a sustentabilidade. Madeiras, plásticos e tecidos reutilizados eram transformados em peças incríveis nas mãos dos designers.

E você, sabe destacar algo a mais dessa época? Comente! =)

Publicado por MMM, em 29/10/2010 às 06:41 sobre Série MMM Retrospectiva das décadas
22
out

Série MMM Retrospectiva: a decoração nas décadas passadas

Década de 80

Quem viveu na década de 80 pôde presenciar diversas mudanças e evoluções no universo da decoração. Novas tendências chegavam com a volta de algumas tendências antigas – fora a imensa mistura de estilos que conviviam entre si de forma muito intensa nessa época: uma mistura de contemporâneo, com o neoclássico e os anos 50. Também é nos anos 80 que a profissão de decorar ganha prestígio e força no mercado.

Desse mix de estilos, surgiram dois movimentos característicos da década: o high tech, com todo seu apelo tecnológico, e o Memphis. Este tinha como características principais o superdimensionamento, as cores fortes e vibrantes e os padrões inusitados. Com móveis e cores extravagantes, o movimento ditou a decoração de muitos lares da época, ao mesmo tempo em que libertava o mundo do design, ainda tão apegado a funcionalidade das peças.

A persiana vertical era um acessório utilizadíssimo, assim como as samambaias: tendência fortíssima na década de 50, elas voltam com toda força decorando as salas de estar de todo o país.

(Imagem de arquivo Casa.abril)

O consumo dos móveis Biedermeier também é forte, com a onda minimalista: pouquíssimas peças na composição de ambientes. Surgem também os lofts e a redução de divisórias na casa. No piso, a madeira clara é o item predominante e o tecido da vez é o chintz, algodão encerado, que se fez presente em sofás, cortinas e em outros acessórios decorativos.

E você, o que pode nos contar da década de 80? Quais eram os acessórios e móveis que roubavam a cena na sua casa nessa época?

Publicado por MMM, em 22/10/2010 às 04:55 sobre Série MMM Retrospectiva das décadas
15
out

Série MMM Retrospectiva: a decoração nas décadas passadas

Década de 70

A década de 70 foi uma fase de muita ousadia e luta pela liberdade. Como resquício da cultura hippie e da contracultura da década de 60, a psicodélica se fez bastante presente na moda e na decoração, influenciando na escolha das cores e estampas das casas da época. Aqui, no Brasil, ainda estávamos em plena ditadura militar e a busca por uma forma de expressão livre resultou em paredes, tapetes, sofás e luminárias multicoloridos.

(Imagem de arquivo Casa.abril)

Na parte dos materiais, o plástico muito usado na Alemanha, passa a ser visto em diversos objetos nacionais, com bastante estilo e modernidade. O acrílico também surge com toda a força, dando toques de leveza para móveis e peças decorativas. Por ser um material de fácil aplicação e utilização, ele se difundiu com bastante rapidez pelo país na época.

(Imagem de arquivo Casa.abril)

A arquitetura ainda sofria influências do movimento brutalista, onde se valorizava os elementos estruturais das edificações, de forma a não esconder vigas e pilares. O concreto era bastante trabalhado e arquitetos como Paulo Mendes da Rocha recebiam destaque.

Tecidos aveludados e lustrosos, assim como o chenile e o chintz respectivamente, eram bastante utilizados em estofados e móveis da época. As cores vibrantes predominavam principalmente os tons berinjela, verde e laranja. É forte também a presença dos objetos cromados e dos pufes coloridos. Os espelhos, sinônimo de luxo e requinte, invadiam lares da época recebendo lugares de destaque.

E você, o que te marcou nessa época? Como era a decoração da sua casa? Explore suas lembranças e compartilhe com a gente nos comentários!

Publicado por MMM, em 15/10/2010 às 06:24 sobre Série MMM Retrospectiva das décadas
08
out

Série MMM Retrospectiva: a decoração nas décadas passadas

Década de 60

Os anos 60, assim como o já citado anos 50, também foi uma época de grandes mudanças – não só no que diz respeito à decoração em si, mas de uma forma mais abrangente influenciando o estilo de vida e as crenças pessoais de quem viveu naquela época. É nesta década que surge o Pop Art, movimento fortíssimo que tinha como objetivo principal criticar o consumismo desenfreado que ainda estava presente nos anos 60, como resquício do pós-guerra.

Artistas como Andy Warhol e Roy Lichtenstein invadem o universo das pessoas, com produtos de cores intensas, fluorescentes e vibrantes.

Elementos vazados como o cobogó invadem os lares de todo o Brasil como um verdadeiro aliado da ventilação e iluminação da casa. O paisagismo ganha fama e destaque graças à grande influência do paisagista Roberto Burle Marx, profissional conhecido internacionalmente e responsável por lindos jardins e praças que embelezaram cidades como Recife e Rio de Janeiro.

Nos móveis, a madeira brasileira Jacarandá começa a ser usada com frequência, resultando em móveis bastante resistentes e pesados. Mais tarde, o designer de móveis Sérgio Rodrigues se torna famoso, com desenhos modernos e arrojados, oferecendo mais leveza às peças da época.

No fim da década, surge um resgate de culturas diversas devido às influências da cultura hippie, em que tecidos e estampas com temas do Marrocos, da Índia, da África ou de tecidos estampados com desenhos da arte indígena brasileira faziam sucesso. O acrílico e o plástico em cores vibrantes tomam força, oferecendo uma atmosfera de modernidade na decoração de casas dos anos 60.

Como exemplo, a famosíssima cadeira de Verner Panton:

E a Bubble Chair do designer Eero Aarnio, com fibra de vidro e plástico e design diferenciado:

E você, o que mais se lembra dessa época? Você considera a década de 60 inspiradora para os móveis atuais? Comente!

Publicado por MMM, em 08/10/2010 às 06:13 sobre Série MMM Retrospectiva das décadas
01
out

Série MMM Retrospectiva: a decoração nas décadas passadas

Década de 50

A década de 50 foi uma época muito rica no quesito decoração. Com o consumo bastante estimulado pela época de depressão do pós-guerra, milhares de pessoas se interessavam pela compra de produtos variados, entre eles, móveis e acessórios decorativos. Quem viveu os anos 50 também presenciou a chegada da TV, produto visadíssimo por todas as famílias da época, que rearrumaram toda a disposição dos móveis da casa para dar preferência a mais nova ambição. Muito mais que um simples eletrônico, a televisão era vista como um verdadeiro acessório decorativo:

Com a corrida espacial desencadeada pela Guerra Fria, automóveis e peças sofriam influências da modernidade e futurismo. Também foi a era dos móveis de pés palitos charmosíssimos, com linhas retilíneas e dos famosos Móveis Z, de Zanine Caldas, com cadeiras e mesas de pernas longilíneas e desenhos irreverentes.

As plantas, na década de 50, começam a invadir a casa em grandes vasos e jardineiras – a época da samambaia, que dura até hoje em alguns lares. Os tecidos surgiam com estampas coloridas e diferentes, inspiradas muitas vezes em átomos e modernidades.

As peças de Murano feitas de vidro colorido decoram as salas e mesas dos brasileiros, com formas e texturas inusitadas. Peças de junco, vime e ferro e paredes revestidas com pedras se tornam tendências. Algo que podemos ver até hoje:

(Imagens de arquivo: Casa.abril)

E você, o que lembra dessa época? Você chegou a herdar alguma peça dos seus pais? Conta para a gente aqui nos comentários!

Publicado por MMM, em 01/10/2010 às 05:56 sobre Série MMM Retrospectiva das décadas